Os números reais da empresa, o valuation e a estrutura proposta pra sua entrada como sócio.
O Estúdio Relier vende o Relier Journal: capa de couro artesanal com três cadernos modulares trocáveis, personalizado pedido a pedido (couro, gravura, pingentes). Venda direta ao consumidor pela Shopify, com aquisição pelo Instagram. Produto premium, margem alta, marca própria.
A operação é tocada por Gustavo e Déborah, que assumem o dia a dia — produção, vendas, conteúdo e logística — em dedicação integral.
Vendas brutas por mês no varejo (R$). *Junho parcial, até o dia 12.
No varejo, o melhor mês foi fevereiro: 40 pedidos e R$ 12 mil em vendas, no orgânico — a demanda existe. Em paralelo, dois pedidos corporativos somaram R$ 5,7 mil (R$ 2.500 a R$ 3.220 cada), sem nenhuma prospecção ativa. São dois motores já validados: o que limita o crescimento não é mercado, é capacidade de produção, tráfego pago ainda em zero e um canal B2B que mal foi tocado. Exatamente onde uma sociedade bem estruturada destrava valor.
Fonte: Shopify Analytics, CRM da produção e orçamentos corporativos. Período: fev–jun/2026.
A meta é deliberadamente conservadora: 100 journals por mês até novembro de 2026. Com a operação capitalizada — estoque pronto, produção com reforço e tráfego pago rodando — é um patamar que se alcança com folga, e que pode ser batido antes do prazo.
Pra dimensionar o salto: 100 journals/mês representam cerca de R$ 31,5 mil em vendas a cada mês — praticamente todo o faturamento da empresa até hoje (R$ 32,8 mil em cinco meses), repetido a cada 30 dias.
Projeção de vendas mensais (R$) na rampa até a meta de novembro. Cenário-base sobre ticket médio de R$ 315.
Sua entrada não é só capital — é uma combinação que ataca os gargalos certos:
Investimento que capitaliza a empresa: estoque, produção e tráfego pra operação rodar em escala.
Sua experiência em produto, operação e gestão acelera decisões e reduz o custo dos erros.
Acesso a fornecedores pra melhorar o que já fazemos e desenvolver produtos novos com custo competitivo.
O investimento entra como capitalização: vai pro caixa da empresa e vira estoque, produção e tráfego. Não é compra de participação dos sócios atuais — é dinheiro que fica trabalhando dentro do negócio pra fazê-lo crescer.
Na prática: a empresa fica mais valiosa porque ganha capital pra escalar, e sua participação reflete o quanto você aporta sobre esse novo total. Todo o investimento se converte em capacidade de produção e vendas — não sai pelo caixa.
O valor da empresa foi estimado cruzando os dois métodos mais usados pra negócios com receita: múltiplo de receita e múltiplo de lucro, aplicados sobre os números reais da operação.
A convergência aponta um valuation de R$ 85 mil pré-investimento — sustentado pela margem de 73%, pela marca já validada, pelos dois canais de receita já em operação (varejo e corporativo) e pelo potencial ainda intocado de tráfego pago.
Cada barra é a faixa de valor estimada por método, na escala de R$ 0 a R$ 120 mil. O valuation de R$ 85 mil cai dentro das duas faixas.
Sobre o valuation de R$ 85 mil, a participação é calculada de forma transparente — o aporte sobre o valor total da empresa após o investimento:
| Seu aporte | Sua participação | Gustavo + Déborah |
|---|---|---|
| R$ 30.000 | 26,1% | 73,9% |
| R$ 40.000 | 32,0% | 68,0% |
| R$ 50.000 | 37,0% | 63,0% |
Participação = aporte ÷ (valuation + aporte). Em qualquer cenário, Gustavo e Déborah seguem majoritários — e quanto maior o aporte, maior o capital disponível pra crescer.
Sua contribuição estratégica — o know-how e o acesso aos fornecedores — vale participação além do capital. Como esse valor se realiza ao longo do tempo, ele entra com vesting: uma fatia adicional de 5% a 10% liberada conforme as entregas acontecem (fornecedores fechados, produtos novos lançados, melhorias implementadas).
Isso alinha os incentivos dos dois lados: você ganha participação à medida que a parceria gera resultado concreto, e a sociedade reflete a construção conjunta — não uma aposta antecipada.
Estrutura clara desde o início: o trabalho é pago à parte, e o resultado do negócio é dividido por participação.
O acordo se apoia em cláusulas que são padrão em sociedades sérias. A função delas é simples: deixar tudo combinado enquanto a relação está boa, pra que nenhuma situação futura pegue ninguém de surpresa. Cada uma protege os três sócios.
A empresa é dividida em quotas, e a participação de cada sócio é a fatia que ele detém. A sua é definida pelo aporte de capital (tabela acima) somada ao vesting da contribuição estratégica. Gustavo e Déborah mantêm juntos a maioria das quotas, já que seguem à frente da operação.
O capital pode entrar à vista ou em parcelas, conforme um cronograma combinado. A participação correspondente é reconhecida à medida que o aporte é integralizado — quotas e dinheiro caminham juntos, sem ninguém adiantar fatia que ainda não foi paga.
A fatia adicional ligada ao know-how e ao acesso aos fornecedores é liberada por etapas, conforme os marcos combinados vão sendo entregues — fornecedores fechados, produtos novos lançados, melhorias implementadas. Se um marco não acontece, a parcela ligada a ele simplesmente não é liberada. Isso mantém a participação fiel ao valor que de fato foi gerado, e protege os dois lados de uma aposta antecipada.
As decisões correntes — produção, vendas, conteúdo, compras de rotina — ficam com quem toca a operação: Gustavo e Déborah. A empresa segue ágil, sem depender de reunião pra cada passo.
Mudanças de peso — vender a empresa, admitir um novo sócio, contrair dívida relevante, mudar o ramo do negócio — exigem quórum qualificado, ou seja, uma concordância que inclua o sócio investidor. Ninguém toma sozinho uma decisão que afeta o patrimônio de todos.
Se os sócios empacarem numa decisão estrutural, o acordo prevê um caminho de desempate combinado de antemão (mediação ou regra acordada), pra que uma divergência pontual nunca trave a empresa.
Por um período inicial, nenhum sócio vende sua participação. Garante que todos estão comprometidos com o projeto justamente na fase em que ele mais precisa de estabilidade pra crescer.
Se um sócio decidir vender sua fatia, oferece primeiro aos outros sócios, nas mesmas condições, antes de buscar comprador de fora. Evita que entre na sociedade alguém que os demais não escolheram.
Se os majoritários venderem a empresa, o sócio minoritário tem o direito de vender sua fatia junto, nas mesmas condições. Protege quem tem menos participação de ficar preso numa sociedade com um dono novo que não escolheu.
Se aparecer uma proposta de compra de toda a empresa aprovada pela maioria, os demais podem ser chamados a vender junto, nas mesmas condições. Evita que um único sócio inviabilize uma boa saída para todos.
Se alguém quiser ou precisar sair, o acordo já define como a participação é avaliada e paga — fórmula de cálculo e prazo. A saída acontece de forma ordenada e justa, sem virar disputa.
Enquanto sócio, e por um período após eventual saída, ninguém toca um negócio que concorra diretamente com a empresa. Todos jogam pro mesmo time.
Tudo isso vira contrato social e acordo de sócios, redigidos com contador (estrutura societária e impostos) e advogado (as cláusulas). Esta página é a base que orienta esse contrato — não o contrato em si.
Documento de base pra negociação. Os termos finais serão formalizados em contrato com assessoria contábil e jurídica.