Estúdio Relier
Proposta de sociedade

Uma sociedade pra transformar o Relier de operação validada em marca que escala

Os números reais da empresa, o valuation e a estrutura proposta pra a entrada de Petrus e Natalie como sócios.

O negócio

O Estúdio Relier vende o Relier Journal: capa de couro artesanal com três cadernos modulares trocáveis, personalizado pedido a pedido (couro, gravura, pingentes). Venda direta ao consumidor pela Shopify, com aquisição pelo Instagram. Produto premium, margem alta, marca própria.

A operação é tocada por Gustavo e Déborah, que assumem o dia a dia — produção, vendas, conteúdo e logística — em dedicação integral.

Os números, abertos

R$ 32,8 mil
em vendas desde o lançamento (fev/2026)
R$ 27,1 mil
varejo na Shopify, 86 pedidos — 100% orgânico
R$ 5,7 mil
canal corporativo, 2 pedidos de ticket alto
73%
de margem de contribuição
5.060
Jan
12.158
Fev
1.406
Mar
3.289
Abr
3.183
Mai
2.025
Jun*

Vendas brutas por mês no varejo (R$). *Junho parcial, até o dia 12.

No varejo, o melhor mês foi fevereiro: 40 pedidos e R$ 12 mil em vendas, no orgânico — a demanda existe. Em paralelo, dois pedidos corporativos somaram R$ 5,7 mil (R$ 2.500 a R$ 3.220 cada), sem nenhuma prospecção ativa. São dois motores já validados: o que limita o crescimento não é mercado, é capacidade de produção, tráfego pago ainda em zero e um canal B2B que mal foi tocado. Exatamente onde uma sociedade bem estruturada destrava valor.

Fonte: Shopify Analytics, CRM da produção e orçamentos corporativos. Período: fev–jun/2026.

Expectativa de crescimento

A meta: R$ 55 mil por mês até dezembro de 2026 — cerca de 10x o patamar atual. Com a operação capitalizada (estoque, uma pequena equipe de produção e tráfego pago), é uma meta-base de alta probabilidade, não um teto.

A demanda os números já provaram; a diferença é capital, equipe e execução. Dois canais sustentam: varejo (tráfego pago) e corporativo/B2B (presente de fim de ano, ticket alto).

6k
Jun
hoje
12k
Jul
20k
Ago
30k
Set
40k
Out
48k
Nov
55k
Dez
meta

Projeção de vendas mensais (R$) na rampa até a meta de dezembro. Mix de canais: varejo 65%, corporativo 35%.

R$ 55 mil
em vendas/mês na meta de dezembro
R$ 660 mil
de faturamento anualizado nesse ritmo
~10x
o patamar mensal atual
73%
de margem mantida na escala

O que vocês trazem

A entrada de vocês não é só capital — é uma combinação que ataca os gargalos certos:

Capital

Investimento que capitaliza a empresa: estoque, produção e tráfego pra operação rodar em escala.

Know-how

A experiência de vocês em produto, operação e gestão acelera decisões e reduz o custo dos erros.

Fornecedores na China

Acesso a fornecedores pra melhorar o que já fazemos e desenvolver produtos novos com custo competitivo.

Como o capital entra

O investimento entra como capitalização: vai pro caixa da empresa e vira estoque, produção e tráfego. Não é compra de participação dos sócios atuais — é dinheiro que fica trabalhando dentro do negócio pra fazê-lo crescer.

Na prática: a empresa fica mais valiosa porque ganha capital pra escalar, e a participação de vocês reflete o quanto aportam sobre esse novo total. Todo o investimento se converte em capacidade de produção e vendas — não sai pelo caixa.

Valuation

O valor da empresa foi estimado cruzando os dois métodos mais usados pra negócios com receita: múltiplo de receita e múltiplo de lucro, aplicados sobre os números reais da operação.

A convergência aponta um valuation de R$ 85 mil pré-investimento — sustentado pela margem de 73%, pela marca já validada, pelos dois canais de receita já em operação (varejo e corporativo) e pelo potencial ainda intocado de tráfego pago.

Múltiplo de receita
Múltiplo de lucro
R$ 0
30k
60k
90k
120k
55k110k
50k100k
R$ 85 mil

Cada barra é a faixa de valor estimada por método, na escala de R$ 0 a R$ 120 mil. O valuation de R$ 85 mil cai dentro das duas faixas.

Como o aporte vira participação

A conta é simples e totalmente transparente. Passo a passo, usando um aporte de R$ 40 mil como exemplo:

1

A empresa vale R$ 85 mil hoje, antes do seu aporte (esse é o valuation).

2

Vocês aportam R$ 40 mil, que entram no caixa da empresa.

3

A empresa passa a valer R$ 125 mil — os R$ 85 mil que valia mais os R$ 40 mil que entraram.

4

A participação de vocês = R$ 40 mil ÷ R$ 125 mil = 32%. Gustavo e Déborah ficam com os 68% restantes.

A mesma lógica vale pra qualquer valor — quanto mais vocês aportam, maior a participação de vocês, e mais capital a empresa tem pra crescer:

AportePetrus + NatalieGustavo + Déborah
R$ 30.00026,1%73,9%
R$ 40.00032,0%68,0%
R$ 50.00037,0%63,0%
Aporte R$ 30k
26,1%
73,9%
Aporte R$ 40k
32,0%
68,0%
Aporte R$ 50k
37,0%
63,0%
Petrus + Natalie Gustavo + Déborah

Participação = aporte ÷ (valuation + aporte). Em qualquer cenário, Gustavo e Déborah seguem majoritários — e quanto maior o aporte, maior o capital disponível pra crescer.

O papel de cada sócio

A sociedade funciona porque cada lado traz o que o outro não tem. A divisão é clara desde o começo.

A participação de Petrus e Natalie vem do capital que eles aportam. O know-how e os fornecedores não são uma fatia extra a ser conquistada com o tempo — são o papel deles como sócios ativos: o que eles fazem pra fazer o negócio crescer.

Termos da sociedade, explicados

O acordo se apoia em cláusulas que são padrão em sociedades sérias. A função delas é simples: deixar tudo combinado enquanto a relação está boa, pra que nenhuma situação futura pegue ninguém de surpresa. Cada uma protege os três sócios.

Participação e capital

Quotas e participação

A empresa é dividida em quotas, e a participação de cada sócio é a fatia que ele detém. A de Petrus e Natalie é definida pelo aporte de capital (tabela acima). Gustavo e Déborah mantêm juntos a maioria das quotas, já que seguem à frente da operação.

Integralização do aporte

O capital pode entrar à vista ou em parcelas, conforme um cronograma combinado. A participação correspondente é reconhecida à medida que o aporte é integralizado — quotas e dinheiro caminham juntos, sem ninguém adiantar fatia que ainda não foi paga.

Como as decisões são tomadas

Operação do dia a dia

As decisões correntes — produção, vendas, conteúdo, compras de rotina — ficam com quem toca a operação: Gustavo e Déborah. A empresa segue ágil, sem depender de reunião pra cada passo.

Decisões estruturais

Mudanças de peso — vender a empresa, admitir um novo sócio, contrair dívida relevante, mudar o ramo do negócio — exigem quórum qualificado, ou seja, uma concordância que inclua o sócio investidor. Ninguém toma sozinho uma decisão que afeta o patrimônio de todos.

Resolução de impasse

Se os sócios empacarem numa decisão estrutural, o acordo prevê um caminho de desempate combinado de antemão (mediação ou regra acordada), pra que uma divergência pontual nunca trave a empresa.

Entrada e saída de sócios

Lock-up (período de compromisso)

Por um período inicial, nenhum sócio vende sua participação. Garante que todos estão comprometidos com o projeto justamente na fase em que ele mais precisa de estabilidade pra crescer.

Direito de preferência

Se um sócio decidir vender sua fatia, oferece primeiro aos outros sócios, nas mesmas condições, antes de buscar comprador de fora. Evita que entre na sociedade alguém que os demais não escolheram.

Tag along (direito de acompanhar a venda)

Se os majoritários venderem a empresa, o sócio minoritário tem o direito de vender sua fatia junto, nas mesmas condições. Protege quem tem menos participação de ficar preso numa sociedade com um dono novo que não escolheu.

Drag along (venda conjunta)

Se aparecer uma proposta de compra de toda a empresa aprovada pela maioria, os demais podem ser chamados a vender junto, nas mesmas condições. Evita que um único sócio inviabilize uma boa saída para todos.

Saída de sócio

Se alguém quiser ou precisar sair, o acordo já define como a participação é avaliada e paga — fórmula de cálculo e prazo. A saída acontece de forma ordenada e justa, sem virar disputa.

Compromisso e formalização

Não-concorrência

Enquanto sócio, e por um período após eventual saída, ninguém toca um negócio que concorra diretamente com a empresa. Todos jogam pro mesmo time.

Formalização

Tudo isso vira contrato social e acordo de sócios, redigidos com contador (estrutura societária e impostos) e advogado (as cláusulas). Esta página é a base que orienta esse contrato — não o contrato em si.

Documento de base pra negociação. Os termos finais serão formalizados em contrato com assessoria contábil e jurídica.

Próximos passos